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Bem vindo ao Visão Notícias - 21 de Outubro de 2021 - 01:15

Líder do agro defende ato, mas nega que intenção seja golpista

16 de Agosto de 2021 ás 11h 50min, por CÍNTIA BORGES / MÍDIA NEWS
Foto por MidiaNews

Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o produtor rural Antônio Galvan negou que as manifestações programadas para ocorrerem mês de setembro em Brasília tenham intenções golpistas.

Em um vídeo divulgado neste fim semana, o cantor sertanejo e bolsonarista Sérgio Reis anunciou que os produtores de soja e caminhoneiros iriam dar 72 horas para o Senado atender suas reivindicações, sob ameaça de uma paralisação nacional das estradas e até invasão do Congresso Nacional.

O vídeo foi gravado na quinta-feira (12) durante uma reunião em Brasília com representantes da Aprosoja e Galvan estava do lado do cantor.

Apesar da declaração favorável a um ato político, Galvan afirmou que o cantor exagerou em suas declarações. 

“A gente tem a concordância de que, se o Senado não fizer, a população tente fazer. Nosso Congresso Nacional esta omisso, parece que estão surdos e mudos”, afirmou o produtor rural ao MidiaNews.

“[...] A população tem que se manifestar sim. Eu acredito que o Sérgio Reis 'se passou' um pouco nas palavras dele, acho que até tinha tomado umas pingas”, completou.

 Ministros do STF

O produtor rural se alinhou ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que anunciou a intenção de pedir o impeachement dos ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

"Nosso Congresso Nacional está omisso, parece que estão surdos e mudos. E não estão percebendo os abusos que estão sendo cometidos contra nossa Constituição por alguns membros [do STF]. Mas como não estão tomando providências - porque eles têm poder pra isso -, a população irá pedir ao presidente da República que use o poder moderador, já que ele existe dentro da nossa Constituição. Porque se o Congresso Nacional não estivesse omisso na missão que cabe a ele, isso não estaria acontecendo com certeza", afirmou.

"E esses dois ministros estão desrespeitando a Constituição, principalmente o Moraes. Quanta arbitrariedade mandando prender A, B e C. Abrindo inquértio, investigando, julgando condenado. A lei nossa fala que ele tem poder para isso".

Na semana passada, Moraes mandou prender o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), por falas e atos antidemocráticos.

Galvan ainda negou que haverá uma pressão do setores produtivos para que os caminhoneiros parem o Brasil.

“Ninguém vai forçar ninguém a parar. O que queremos conscientizar é que ela [sociedade] tem que parar de livre espontânea vontade para mostrar a indignação que está tendo em relação a isso”, afirmou, referindo-se também à reprovação do projeto do voto impresso.

“Aí dizem que o brasileiro não sabe votar. Será que o meu voto foi para pessoa que eu votei nessas urnas que todo mundo sabe que foram fraudáveis?”, completou. 

O discurso de Galvan vai ao encontro da defesa do presidente Jair Bolsonaro, que, em declarações recorrentes, diz – sem provas – que houve fraudes nas urnas eletrônicas.

A manifestação

O produtor afirmou que o ato deverá ocorrer no dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, em Brasília, bem como nos principais centros do todo Brasil.

Galvan afirmou que a convocação é para um ato seja pacífico, aos moldes Movimento Brasil Verde e Amarelo que ocorreu em maio deste ano. Segundo ele, não há manifestação contra as instituição, em especial ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas sim, para que “ajam dentro das quatro linhas da constituição”.

“O brasileiro que for brasileiro, que quer o País livre, que quer o direito de se manifestar com responsabilidade, vai estar no dia 7 de setembro nas ruas pedindo que cada Poder aja dentro da Constituição, dentro das quatro linhas dele. Isso é coisa que o Supremo, no nome de algumas pessoas, não está fazendo”, disse.

 

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